Dossiê sobre a violência racista é protocolada em Audiência
Pública. Coronel da PM representa governo, que tergiverseia.
Em
11/06/10
Após
os últimas ações violentas da PM que acabaram com a morte
de 2 jovens motoboys negros e de muita pressão dos movimentos
negros e sociais, a Comissão de Direitos Humanos realizou
na tarde desta quarta-feira, 09/06, uma audiência pública
sobre com o tema: “Violência Institucional e o Estado Racista:
as ações das polícias no estado de São Paulo”. O atividade,
que teve grande participação popular, foi acompanhada também
por militantes da UNEafro de diversas regiões (Parque São
Rafael, Zona Sul, Zona Norte, Santa Isabel, Poá e Mogi das
Cruzes).
A Frente Parlamentar de Promoção
Social e Igualdade Racial e dezenas de movimentos, tais como
MNU, Tribunal popular, Circulo Palmarino, CONEN, UNEGRO, entre
outros, também estiveram presentes. Entre as personalidades
presentes, Hélio Bicudo que apontou a impunidade como grande
obstáculo a ser enfrentado. Para ele, “esse fato, e também
o julgamento de crimes cometidos por policiais pelo Tribunal
de Justiça Militar, contribui para o aumento no número de
casos de violência cometidos pela polícia”.
O coronel Luiz Castro Júnior,
chefe da diretoria de polícia comunitária de São Paulo representou
o Governo de SP e destacou que a Polícia Militar está aberta
às apurações, destacando o efetivo trabalho da Corregedoria
da PM, que vem apurando os casos em que há participação de
policiais.
Milton Barbosa, representante
do Movimento Negro Unificado, destacou avanços na luta contra
a impunidade: "É importante perceber que estamos avançando
na luta pela garantia de direitos, aprofundando a democracia
em nosso país. Apesar de todo o cerco que nos fazem, estamos
sim avançando em nível nacional".
Douglas Belchior, membro do
Conselho Geral da UNEafro, fez a leitura formal do documento
apresentado pelos movimentos. Para ele a reação contra a violência
(acrescida do preconceito racial) já teve início. Ressaltou
a articulação dos movimentos negros com as forças sindicais,
visando denunciar crimes de violência cometidos por quem deveria
defender a sociedade. Belchior denunciou ainda que, mesmo
com a repercussão recente dos casos de morte de dois motoboys
por policiais militares, o governo estadual se recusou a dialogar
com os movimentos sociais.
Ainda de acordo com Douglas
Belchior, diversas medidas poderiam contribuir para a reversão
do atual quadro: a instituição de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) das polícias, a desmilitarização e unificação
das polícias e a instituição de grupos de trabalho temáticos.
Diversos representantes de
movimentos sociais relataram casos de violência cometidos
por policias, dentre eles, o movimento Mães de Maio, que é
formado por familiares de pessoas que foram mortas pela PM
no ano de 2006.
Estiveram
presentes também os deputados José Augusto (PSDB), Maria Lúcia
Prandi (PT), o ex-deputado estadual Renato Simões, o deputado
Raul Marcelo (PSOL), Adriano Diogo (PT), Fausto Figueira (PT),
Olimpio Gomes (PDT), Maria Lúcia Prandi (PT), além do presidente
da Comissão de Direitos Humanos, deputado José Candido (PT).
Veja
repercussão da atividade em toda mídia
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Adital
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Alesp
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Leia Dossiê protocolado na ALESP
> Veja Histórico de ações contra
Violência Racista em São Paulo
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Veja Convocação para Atividade
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